sábado, 18 de maio de 2019

Visita ao Núcleo Santana - Petar - Caverna do Morro Preto





Conforme postagem anterior, seguimos da Caverna do Diabo rumo ao Petar. Já havíamos pesquisado em blogs e videos do youtube e sabíamos que a região tem muitos campings e pousadas; é possível fazer reservas mas conversamos com alguns campings por whatsapp e deixamos para confirmar somente no dia.

A estrada entre o centro de Iporanga e a entrada do Petar é a Rod. Antonio Honório da Silva, que liga os municípios de Iporanga e Apiaí. É uma estrada de terra sinuosa e bem conservada. Nela concentra-se a maior parte dos campings e pousadas da região. 



Acampamos no Camping Moria, que fica a apenas 3km da entrada do Núcleo Santana do Petar. O camping é muito organizado, limpo e tem lanchonete com café da manhã e refeições. O valor da diária por pessoa foi de R$ 25 com café da manhã incluso (abril de 2019). É um camping mantido por uma família e estão o tempo todo presentes e conversando com os campistas, sempre simpáticos, Fomos num feriado de Páscoa e o camping estava frequentado por famílias e casais, numa lotação adequada para as instalações, num clima bem agradável.

Também no camping foi  possível compor um grupo para conhecer o Petar, já que para a visitação das cavernas e de algumas trilhas é necessário guia ambiental (moradores da região que participam de constantes cursos) e materiais como capacete e lanterna (incluso na taxa dos guias).

O Petar tem vários núcleos de visitação, compostos por cavernas, trilhas, cachoeiras e mirantes. Inclusive há trilhas e cavernas que só podem ser visitados por grupos de pesquisadores, não são abertos ao públíco em geral.

Para citar alguns Núcleos de visitação abertos ao público em geral: Santana, Ouro Grosso, Caboclos, Casa de Pedra. Para cada núcleo há um tempo e necessidade de guia e equipamentos diversos, considerando níveis de dificuldade (exigência física). Em alguns roteiros, por exemplo, você encontra rios com alto volume de água e até cachoeiras dentro das cavernas, sendo necessário maior esforço físico e ainda fazer longo percurso sob as águas!

Em nossa primeira visita ao Petar escolhemos conhecer o Núcleo Santana, por ser um dos mais fáceis e ter um "percurso seco" dentro das cavernas visitadas. Para ter uma ideia, este roteiro durou das 8h às 16h, fomos em um grupo de mais ou menos 14 pessoas, acompanhados por 2 guias (Sandra e Eder) e conhecemos o parque, rios, cachoeiras e duas cavernas, Santana e Morro Preto. Poderíamos ter ido à Caverna do Couto, mas não deu tempo, já que as visitas às cavernas dependem de agendamento no parque e tem horário limite para acontecer.

A seguir fotos de áreas do Parque em que é possivel visitar sem o guia ambiental (mas como estávamos com o guia, ele nos acompanhou em todo o parque, então foi mais rica a experiência).
















Nestas visitas é preciso ir de calça comprida, camiseta com manga, tênis. Não é permitido entrar nos roteiros das cavernas com saia, shorts, vestidos, chinelos...Recomenda-se o uso de repelente e da vacina contra febre amarela. Também necessário levar lanche e água. Encontramos no site do Petar online estas e outras informações práticas e úteis.

Para entrar no Petar, no Parque proriamente dito, o ingresso por pessoa é R$15, com direito a meia entrada para estudante e gratuidade para maiores de 60 anos, menores de 12 anos e professores das redes públicas. Você pode visitar uma área do parque sem necessidade de guia ambiental (trilhas, rios, cachoeiras). No interior do parque há um quiosque no qual os guias precisam anotar o nome das pessoas e agendar o horário das visitas às cavernas - o acesso é controlado e com intervalo de tempo entre os grupos. Os valores dos guias são acertados dependendo do roteiro e do número de pessoas no grupo. Nós fomos em dois adultos e uma criança e compomos um grupo maior, pagamos R$ 185. Na entrada do Parque avistamos alguns guias que ficam a espera de pessoas que não agendaram a visita com antecedência e, portanto, combinam tudo ali na hora.

A seguir fotos da visita em que o guia ambiental é obrigatório. Estas fotos são da entrada da Caverna do Morro Preto. Por ser um lugar escuro há uma dificuldade em registrar toda a beleza do seu interior.
















Há também o serviço de transporte dos campings ou pousadas até o Petar mas optamos por ir com veículo próprio. Há estacionamento e segurança no Parque.


Da entrada-portaria do Parque há uma ¨estradinha¨de pedra, íngreme e sinuosa, que desce até o quiosque  onde os guias agendam os roteiros. Próximo a este quiosque há uma lanchonete desativada mas que possui mesas, cadeiras e banheiros públicos - um ótimo lugar para fazer um lanche. No segundo andar desta lanchonete há uma exposição permanente com mapas e informações sobre a fauna e flora da Mata Atlântica e das atrações naturais da região do Petar.












Dentro do Parque encontramos mais duas baterias de banheiros públicos em ótimas condições de uso.



Adoramos esta visita ao Petar e percebemos que é preciso pelo menos um dia para conhecer cada Núcleo, ou seja, quanto mais dias você puder ficar, mais poderá conhecer. Voltamos para casa com mais vontade ainda de retornar e conhecer os outros roteiros deste paraíso!

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